terça-feira, 4 de novembro de 2014

O mistério da prosperidade dos maus- Salmo 72


Capítulo 72
1 Salmo de Asaf. Oh, como Deus é bom para os corações retos, e o Senhor para com aqueles que têm o coração puro! 
2 Contudo, meus pés iam resvalar, por pouco não escorreguei, 3 porque me indignava contra os ímpios, vendo o bem-estar dos maus: 4 não existe sofrimento para eles, seus corpos são robustos e sadios. 
5 Dos sofrimentos dos mortais não participam, não são atormentados como os outros homens. 
6 Eles se adornam com um colar de orgulho, e se cobrem com um manto de arrogância. 
7 Da gordura que os incha sai a iniquidade, e transborda a temeridade. 
8 Zombam e falam com malícia, discursam, altivamente, em tom ameaçador.
9 Com seus propósitos afrontam o céu e suas línguas ferem toda a terra. 
10 Por isso se volta para eles o meu povo, e bebe com avidez das suas águas. 
11 E dizem então: Porventura Deus o sabe? Tem o Altíssimo conhecimento disto? 
12 Assim são os pecadores que, tranquilamente, aumentam suas riquezas. 
13 Então foi em vão que conservei o coração puro e na inocência lavei as minhas mãos?
14 Pois tenho sofrido muito e sido castigado cada dia. 
15 Se eu pensasse: Também vou falar como eles,  seria infiel à raça de vossos filhos. 
16 Reflito para compreender este problema, mui penosa me pareceu esta tarefa, 17 até o momento em que entrei no vosso santuário e em que me dei conta da sorte que os espera. 
18 Sim, vós os colocais num terreno escorregadio, à ruína vós os conduzis. 
19 Eis que subitamente se arruinaram, sumiram, destruídos por catástrofe medonha. 
20 Como de um sonho ao se despertar, Senhor, levantando-vos, desprezais a sombra deles.
21 Quando eu me exasperava e se me atormentava o coração, 22 eu ignorava, não entendia, como um animal qualquer. 
23 Mas estarei sempre convosco, porque vós me tomastes pela mão.
24 Vossos desígnios me conduzirão, e, por fim, na glória me acolhereis. 
25 Afora vós, o que há para mim no céu? Se vos possuo, nada mais me atrai na terra. 
26 Meu coração e minha carne podem já desfalecer, a rocha de meu coração e minha herança eterna é Deus. 
27 Sim, perecem aqueles que de vós se apartam, destruís os que procuram satisfação fora de vós. 
28 Mas, para mim, a felicidade é me aproximar de Deus, é pôr minha confiança no Senhor Deus, a fim de narrar as vossas maravilhas diante das portas da filha de Sião.

por Sirlana Lima

domingo, 26 de outubro de 2014

Vai Ter Com a Formiga... Aprenda Com Ela!!


Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio. Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador, Prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento. Provérbios 6.6-8

As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida; Provérbios 30.25

Introdução:
A maioria das informações aqui contidas, partem de um trabalho de pesquisa, o que sempre em termos de números e informação poderão ser variáveis., contudo podemos afirmar que:
As formigas estão espalhadas em praticamente todas as partes do mundo. Apesar de por vezes causarem estragos em plantações e casas, as formigas são muito úteis para a fertilização do solo e até para controle de outras pragas.
Elas só agem como pragas em ambientes alterados pelo homem, pois em áreas naturais fazem parte do equilíbrio ecológico.
Por aquilo que pude averiguar, existem cerca de 12 000 espécies de formigas catalogadas no mundo, mas estima-se que a quantidade real seja cerca de 18.000. Estes pequenos animais são estudados por uma disciplina científica, conhecida como: mirmecologia
Apesar das formigas serem um insecto pequeno, elas não são desprezadas pelo Criador.

PensamentoDeus sendo omnipotente, as formigas criou, Salomão sendo o maior sábio as observou.

O QUE PODEMOS APRENDER COM AS FORMIGAS?

1) SÃO PEQUENAS, MAS FORTES
As formigas esperam mais de si próprias do que deveria ser possível. Olhando apenas o tamanho, jamais podemos imaginar todo o potencial que nelas existem.
Diz em Prov.30.25“As formigas são um povo impotente, todavia...”, porém vejamos o que elas conseguem fazer nesta impotência:
  • Elas podem andar até 300 metros para encontrar comida. Para nós, equivale a ir fazer compras a 60 km de casa, a pé claro!
  • Elas conseguem levantar sete vezes o seu próprio peso. É como se um homem levantasse um carro com os dentes! É inacreditável toda esta força!
A formiga não tem aquilo que nós chamamos de: barreira psicológica dos limites. Elas não pensam e  dizem: “Eu não sou capaz”Esta barreira é o que maioria das  vezes impede Deus agir em nós e por nós.
Não devemos pensar que somos novos demais ou pequenos demais, para conseguir as coisas, devemos sim ter a nossa confiança e fé depositada em Deus. Deus tanto pode usar adultos, como crianças para realizar Sua obra.
Deus usou: um jovem José, um pequeno Davi, uma menina em casa de Naamã etc. 
A nossa força não está em nossa capacidade física, mas em nossa disposição perante Deus:Diga o fraco eu sou forte” Joel 3.10Aprendeu com a formiga?

2) SÃO TRABALHADORAS
Um ditado diz: “enquanto a cigarra canta, a formiga trabalha”
-Trabalham principalmente no Verão(Prov.6.8) A Bíblia também apresenta o Verão da vida, no qual é necessário trabalhar para adquirir reservas suficientes para o Inverno da vida espiritual.
Pense e reflicta nestes dois textos:
Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade” Ecl.12.1
Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.” Slm.90.12

Enquanto as formigas vão trabalhando pela comida, elas vão colocando marcadores ao longo do caminho, fazendo com que as outras possam saber onde está a comida. As feromonas são estes marcadores.
Uma substância constituída por um químico, um odor, que tem simultaneamente a propriedade de ser agradável para as formigas e que, com o passar de algum tempo, desaparece
O Que aprendemos com isso?
Nós por vezes queremos descobrir coisas novas e não seguimos os conselhos de quem tem mais experiência do que nós. Alguém que já passou por tal caminho e tal situação, por exemplo nossos pais, nossos irmãos em Cristo. As formigas mostram-nos que seguir os passos dos outros, quando guiados pelo Senhor, é sinal de prudência e sabedoria.
O regresso das formigas ao ninho é designado por cheiro-de-ninho, que possui um valor máximo no centro do ninho. Este cheiro diminui quanto mais afastado estiverem do ninho. O que aprendemos com isso? Bom...quanto mais nos afastamos do ninho, casa de Deus, Palavra, irmãos, corremos maior risco de nos perdermos.
Assim como as formigas libertam este cheiro agradável quando saem do ninho, também no sentido espiritual, Paulo fala do bom cheiro de Cristo libertado pelos crentes, para que outros os possam seguir (2 Cor.2.14,15). Entendeu a lição da formiga?

3) SÃO MUITO ORGANIZADAS
Dentro do ninho, as tarefas são totalmente divididas. Cada uma se ocupa da sua função, sabe onde deve estar e o que deve fazer. 
Os formigueiros têm lugares "departamentos" adequados a cada situação: creches, maternidades, jardins, há até alguns com “ar condicionado”. Um formigueiro chega a albergar 3 milhões de formigas.
A organização das formigas reflecte-se também no facto de elas nunca consumirem tudo o que têm, deixam sempre reservas: Não vá acontecer algum azar.
As formigas sabem muito bem quando está chegando uma grande tempestade e o Inverno. Pensar em que nunca haverá uma crise é ser irrealista. As formigas sabem que terão crises, elas tem o seu dia mau. Então elas preparam-se para tal. Elas não encontram comida o suficiente para uma semana e depois a comem toda até a próxima semana. Elas armazenam sempre alguma coisa.
Outro aspecto desta organização é que um formigueiro não possui chefe, isto comprovado por estudos recentes, porém Salomão já tinha chegado a esta conclusão: ”que não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no Verão o seu pão” Prov.6.7. Os cientistas chamam a isso: auto-organização
Outro aspecto desta organização é que nenhuma formiga faz sempre a mesma coisa durante sua vida. A formiga que foi buscar comida ontem, pode ser convocada, hoje para limpar o lixo do formigueiro. Elas não vivem preocupadas com o dia de amanhã, pois a “folha de serviço” é feita a cada manhã.
A Bíblia diz: Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças...” Ecl. 9.10
No aspecto espiritual o povo de Deus deve ser um povo organizado, pois o nosso Deus é um Deus de ordem, não é mesmo?(1 Cor.14.40) Não deve haver preocupação no tipo de trabalho, mas sim em ter trabalho. Deus não olha apenas para o trabalho que fazemos, mas se o fazemos com alegria para o Senhor.(2Cor.9.7) Na obra de Deus há sempre trabalho para todos, nunca ninguém fica de fora.
As formigas também são organizadas porque defendem aquilo que possuem procurando também fazer crescer o formigueiro.
Se o vento ou alguma pessoa destrói uma parte do ninho, elas o constroem de novo e continuam a expandi-lo.
Isto é mais um exemplo para aplicarmos à nossa posição como crentes. Sabemos que o diabo trabalha para destruir a nossa fé e a Igreja, porém a nossa atitude deverá ser trabalhar para espalhar e expandir mais o Evangelho e defender a nossa fé. Aplica-se o ide de Jesus (Mt.28.19)
Devemos pois ser um povo organizado mediante a Palavra de Deus. A rainha de Sabá ficou admirada em ver a organização que havia nos servos de Salomão e em todas as demais coisas. Conseguiu acompanhar a lição da formiga?

4) TÊM ESPÍRITO DE COMPANHEIRISMO
Elas vivem em comunidade, são chamadas de "povo" Prov.30.25
As formigas são seres extremamente sociais. Trabalham em grupo e assemelham-se mais a um único organismo, do que a milhares de insectos. São muito cooperadoras. Elas trabalham para o bem-estar de todas e nunca para seu próprio proveito. As formigas nunca deixam as suas personalidades interferiram.
A formiga não gasta o tempo falando mal da outra formiga. As formigas podem ter suas próprias personalidades, mas não a usa para discutir ou criticar.
Uma formiga não ataca a outra para ser a primeira a chegar e não rouba a comida das outras para guardar para si.
A formiga não é considerado um insecto inteligente, porém a inteligência está na colónia. Um grande exemplo para a nossa vida espiritual.
As formigas não dizem que não precisam das outras, elas sentem-se confortadas quando as outras estão junto dela. Lembra-se do que disse o apóstolo Paulo a respeito da igreja como corpo?“somos membros uns dos outros”.
Isto é ter uma mente-sábia vivendo e sabendo viver em colaboração. Dois cérebros são melhores do que um, a Bíblia diz que: “...melhor é serem dois do que um,...” (Ecl.4.9). Ninguém sabe tudo. Todos precisamos uns dos outros.Apreendeu o raciocínio da formiga?

5) SÃO PERSISTENTES
A procura da comida é uma das situações que provam esta capacidade de não desistir e pode ser dividido em duas situações:
1) Se encontram comida regressam ao formigueiro se não,...
2) continuam a procurar.

Quando as formigas estão trabalhando, elas não seguem desvios repentinos; Elas não desistem no meio do caminho.
O ser humano típico não é persistente, facilmente perdemos a vontade de avançar, quando aparece um obstáculo. As formigas encaram a derrota como sendo apenas temporária, sendo um desafio mais até atingir seu alvo.
Quando nossas casas sofrem ataques de formigas, costumamos por insecticida, isso por algum tempo resulta porém a teimosia as faz regressar. Elas são mesmo determinadas em seus propósitos. Se há comida em um determinado lugar, mas há imensos obstáculos no caminho, a formiga não desiste. Uma formiga sobe uma casa 1000 vezes o seu tamanho se ela tiver que buscar comida. Já desistiu ou vai persistir como a formiga?

6) SÃO CONHECIDAS PELO MESMO NOME
Já reparou que as chamamos pelo mesmo nome - Formigas
Bom seria que todos nós fossemos conhecidos pelo mesmo nome. Em Antioquia os discípulos foram chamados e conhecidos como cristãos At.11.26 Convém que não sejamos apenas de nome, mas pro prática e obra, como é requerido de verdadeiros filhos de Deus.
Deus não faz acepção de pessoas e Ele só tem filhos e não afilhados. Para Deus não há distinção de sexo, idade, etnia etc,etc. Para Deus o importante é que cada um seja fiel em sua missão.

Conclusão:
Eu tenho consciência que o alvo de ser e agir como formiga não é tarefa fácil, nem todos conseguirão, mas creio que se deixarmos Deus operar e o Espírito Santo trabalhar, será possível alcançarmos bons resultados para a glória de Deus. Aprendeu com a formiga? Não!! Então releia o artigo.

por Duarte Rego

sábado, 18 de outubro de 2014

O favor imerecido de DeusPDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
    
 “Porque pela graça sois salvos …” – Efésios 2:8.

     "Graça", de acordo com o dicionário, é o favor imerecido de Deus para com a humanidade. 
A palavra "graça" é usado mais de 170 vezes apenas no Novo Testamento. A graça não se compra. 
É um dom gratuito do Deus Todo-Poderoso para a humanidade carente. Quando visualizo Jesus 
Cristo a morrer na cruz, vejo o dom gratuito da graça de Deus em Cristo reconciliando consigo o
 mundo. Eu canto com o compositor, "Admirável Graça, quão doce o som que salvou um miserável 
como eu. Eu estava perdido, mas agora fui encontrado, estava cego, mas agora vejo." A mente 
humana, com a sua filosofia de retorno  igual a favores feitos, dificilmente pode compreender o 
significado pleno desta graça de Deus. Mas quando compreende, por inspiração de Deus, o seu 
sentido pleno, abandona os limites do raciocínio humano e deleita-se com as riquezas espirituais 
da verdade e privilégio divinos.

     Sim, a graça de Deus é uma realidade. Milhares de pessoas têm-na provado, testado e 
comprovado que ela é mais do que um credo frio, uma doutrina dócil, ou uma teoria monótona. 
A graça de Deus foi testada no cadinho da experiência humana, e tem sido provada ser mais do 
que capaz para os problemas e pecados da humanidade.


ORAÇÃO DO DIA
     

     Senhor, neste dia ajuda-me a chegar a uma consciência mais plena e abundante da Tua graça 
abundante. Ela estimula-me a servir-Te.

por Billy Graham

domingo, 12 de outubro de 2014

CRISTIANISMO X EVANGELHO


O fato simples é que sem religião, Jesus é quase irresistível, quando exposto em Sua 
nudez de simplicidade.

Disse “quase irresistível” porque existem os que odeiam o bem e o bom.

Entretanto, na maioria das vezes, em qualquer lugar e cultura, a mera apresentação 
de Jesus, sem doutrinações, sem vínculos culturais, sem adereços e penduricalhos,
o torna insuportavelmente desejável.

Infelizmente, salvo pequenos spots de total ignorância acerca da existência do 
“Cristianismo” [que é o maior dificultador de Jesus na Terra], Jesus não mais chega 
sem ter sido precedido pelo anti-testemunho do Evangelho feito pelo 
“Cristianismo” e sua história de morte, perseguições, corrupção e perversão do Evangelho.

Se a humanidade tivesse uma amnésia total acerca do “Cristianismo”, e Jesus, 
somente Ele, fosse pregado na simplicidade com a qual Ele mesmo anunciou o 
Evangelho, então, creia: uma explosão aconteceria.

O “Cristianismo”, todavia, inviabilizou o Evangelho como testemunho universal!

Assim, é a Religião dos Cristãos o poder mais cria antagonismo ao Evangelho entre os 
homens.

Os Judeus já teriam outra atitude frente ao Evangelho não fosse o Cristianismo.
O mesmo se pode dizer dos Islâmicos...

O mesmo se pode dizer dos Hindus e Budistas...; e de todos os demais grupos históricos 
importantes.

Os cultos Africanos caso não tivessem sido demonizados pelo “Cristianismo” das 
formas culturais, e pela impaciência religiosa do “crsistãos”, também não fariam 
resistência, assim como em geral os índios, quando apenas expostos ao Evangelho, 
não o rejeitam, antes abraçam Jesus como um menino abraça um amigo.

O “Cristianismo”, no entanto, historicamente, desfigurou Jesus de tal modo que Ele se
tornou desprezível em muitos lugares, e não é por maldade humana, mas apenas 
pela impossibilidade de aceitar o estupro do pacote “cristão sem o espírito de Jesus”.
Desse modo, historicamente, até hoje, o pior inimigo de Jesus e do Evangelho na Terra 
foi o “Cristianismo”.

Sim, historicamente, quanto mais expansão do “Cristianismo”, mais dificuldades para o 
Evangelho de Jesus no mundo.

Quem conhece um mínimo que seja dos vasos comunicantes da História, sabe que não 
exagero nada.

por Caio Fábio

segunda-feira, 6 de outubro de 2014


Em Jesus somos chamados a amar incondicionalmente!!!!

       Por algumas vezes já me peguei pensando sobre o significado de seguir a Jesus com a minha vida.
Percebo hoje em nosso tempo que  isso está muito distorcido e confuso na consciência da maioria das pessoas, que parecem estar cegas diante de tanta informação, posto que vivemos em uma sociedade onde a informação está ao alcance de todos mas muitas vezes as informações chegam de forma manipulada e vai condicionando, programando a consciência dessa  geração que, em meio a tantas vozes, ja não sabe pra onde ir ou o que de fato significa seguir a Jesus, ou mesmo ser evangélico, ser do evangelho.
         O que quero trazer a você que deseja seguir a Jesus sobre o chão da vida é uma reflexão simples e profunda do real significado de seguir a Jesus. Não consiste em fazer parte de um grupo, "igreja", associação, rol de membresia, instituição, não consiste em cumprir listas de regras, rituais religiosos, seguir a moral vigente (posto que a mesma é relativa e muda de tempo em tempo ou de cultura para cultura) mas quero que você reflita sobre o que Jesus nos deixa como exemplo de como se vive e diz a nós:  "O que quero, de vocês, meus seguidores,  é que amam-se uns aos outros assim como Eu vos amei até o fim, amem-se de maneira incondicional." Por isso Ele nos disse para amar nossos inimigos pois só amando de maneira incondicional, sem esperar nada em troca, que não depende das condições, [amar e ponto!] seriamos capazes de amar nosso inimigo, pois o amor nos faz enxergar a todo ser humano como irmão e não como inimigo e assim estamos sendo seus seguidores que seguem não uma religião mas o AMOR!!!!

AMEM-SE UNS AOS OUTROS POIS SEM AMOR NADA VALERÁ!

PAZ

NELE QUE ME AMOU DE TAL MANEIRA....

por Hugo Auad

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O DOM DE AMAR



Concede-me Senhor o dom do amor.
O dom de amar todo o mundo,
de amar tudo em toda a terra
e, sobretudo, os homens, nossos irmãos,
que são, por vezes, tão infelizes.
De amar também as pessoas felizes,
que tantas vezes são pobres fantoches.

Dá-nos, Senhor, a força de amar sobretudo 
os que não nos amam,
antes de tudo os que não amam ninguém,
para os quais, quando a Hora soar, 

tudo acaba para sempre.

Que a nossa vida seja o reflexo do Teu amor!
Amar o próximo que está no cabo do mundo;
amar o estrangeiro que está ao nosso lado;
consolar, perdoar, abençoar, estender os braços.

Amar aqueles que se esgotam
em correrias inúteis em redor de si mesmos:
fazer brotar uma fonte no deserto do coração;
libertar os solitários, erguer os prostrados,
abrir com um sorriso os corações fechados. 

Amar, amar...

Então uma grande primavera transformará a terra
e tudo em nós reflorirá.

por Raul Follereau

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O religioso e o pecador

Tenho pensado em como Jesus foi duro com os religiosos de seu tempo. Ao mesmo tempo em que demonstrava profunda compaixão pelos pecadores, direcionava palavras tão francas para aqueles que lideravam espiritualmente o povo que era como se os deixassem nus aos olhos de todos. Jesus expunha-lhes a alma publicamente e esperava que eles examinassem a si mesmos.
Não é difícil saber o porquê Jesus parecia preferir os pecadores aos religiosos. A parábola do Fariseu e do Publicano narrada no Evangelho de Lucas (18:9-14) esclarece um pouco acerca dessa preferência: Jesus a contou para que “alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros” (v. 9) pudessem entender uma verdade: “pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (v. 14).
O interessante – e triste – é que observo um comportamento um pouco diferente em boa parte da Igreja de Jesus (corpo) de nosso tempo. Que a Igreja deve pregar o Evangelho, utilizando de franqueza acerca da Verdade, do amor de Cristo, da Salvação e denunciar o pecado, eu não tenho dúvidas. Mas a Igreja tem insistido em pregar contra os pecadores, ao mesmo tempo em que ela se omite a denunciar as aberrações doutrinárias criadas a partir de denominações que visivelmente estão interessadas em fama, poder e enriquecimento, numa manipulação religiosa descarada.
Recordo-me de quando li no livro Maravilhosa Graça, do Philip Yancey, que a Igreja deixou de ser, ao longo dos anos, um lugar para o qual os pecadores desejam ir. Em algum momento da história a Igreja deixou de ser um local para os doentes, os famintos por Deus, os desesperados, os pecadores. Ela se tornou um lugar para pessoas “perfeitas”. E gerações de pessoas começaram a esconder suas falhas, dificuldades de caráter e problemas com o pecado e começaram a vestir suas melhores roupas: cheias de medo, falsidade e hipocrisia.  E herdamos tudo isso.
O que me dá esperança é que o Espírito de Deus age através de seu povo e nem tudo está perdido. Enquanto uma porção de crentes perde tempo na TV, Rádio, mídias impressas e em diversas plataformas da Internet hostilizando tudo e todos os que são contrários aos seus princípios, outros utilizam boa parte dos mesmos recursos para denunciar os religiosos de nosso tempo e acolher pecadores.
O cristão deve olhar o Evangelho e ser impactado por uma verdade: Deus acertou a nossa situação com ele por meio de Jesus Cristo e sem a graça divina não há esperança, pois nunca fomos tão bons assim! Na parábola do religioso e do pecador, deveríamos nos identificar sempre com o pecador, jamais com o homem que se achava justo o suficiente para obter qualquer favor de Deus.

por Andréa Cerqueira

domingo, 27 de julho de 2014

Não seja um deus-protetor de ninguém!

 


AMAR NÃO É FORÇAR QUE SE FAÇA O QUE DIZEMOS, 
Amar também é deixar que a outra pessoa erre. Amar, também é permitir que colha as consequências das suas más decisões. Amar é respeitar o outro nas suas decisões. Se tiver intimidade para isso, avise e alerte, não compactue mas jamais force alguém a fazer aquilo que é bom, correcto e justo aos seus próprios olhos. Ninguém vive uma vida verdadeira e sincera consigo mesmo bem como com quem os(as rodeia, vivendo pela cabeça de outrem mesmo até que as suas escolhas sejam nitidamente más; depois você não é dono(a de ninguém nem da verdade e cada um tem a sua consciência bem como o seu processo individual de aprendizado e maturação. Como a verdade não é sua e a consciência da mesma só nos faz acordar para a realidade através de uma caminhada de aprendizado que cada um de nós tem de fazer por si mesmo, deixe-se de forçar e de insistir para que os outros vejam, creiam e vivam como você; a isso não se chama cuidar nem proteger, mas sim manipular.


QUEM MIMA E SUPER-PROTEGE NÃO ESTÁ A AMAR,  
Amar não é concordar com tudo em alguém, só porque esse alguém nos diz muito; no discordar também se está a amar. Amar é aceitar a pessoa como ela é; é mostrar quais os prejuízos que possam advir de certos rumos traçados, mas amar também é deixarmos que quem amamos e gostamos muito, erre. Amar é permitir que a pessoa colha os frutos das suas escolhas erradas sem o(a abandonar nessa sua jornada de aprendizado. Então, amar é acompanhar e estar por perto sempre-disponível para abraçar, empurrar e servir de apoio em tempos de desgaste e cansaço, mas amar por certo que não é levar ao colo alguém por todo o seu caminho nem dar os passos que ao outro pertence a responsabilidade de os dar. Ou seja, inibir que o outro "sofra" todas as consequências das suas escolhas, é super-proteger e mimar, mas não é amar e sim procurar obrigar o outro aos nossos próprios interesses segundo o que achamos ser bem ou bem para ele(a. Uma das principais e mais esquecidas caracteristícas de quem ama é o respeitar o próximo, até mesmo quando este(a decide fazer aquilo que sabemos que o(a prejudica!

"...o amor não busca os seus interesses..." 1º aos Coríntios, capítulo 13 versos 4 a 7


DEIXE OS OUTROS VIVEREM A SUA PRÓPRIA VIDA,
Uma vida em plena consciência e verdade, não pode ser vivida segundo a realidade e a verdade do que os outros pensam ou consideram ser para si mesmos - isso seria viver a vida pela perspectiva e óptica de alguém, ou seja "viver" numa ficção. Uma vida em plena consciência e verdade, só pode ser vivida através de um palco próprio (a nossa individual caminhada nesta existência), actor(actris principal (que devemos ser nós mesmos), numa peça escrita onde nós mesmos participámos na sua construção. Exponha mas não imponha a sua consciência e perspectiva, moral e ética individual a ninguém. Deixe que os outros vivam a sua própria vida, e que também eles aprendam por si mesmos e à sua própria custa, tal como você aprendeu. Deixe de atar e impor "fardos pesados" e difícies de suportar sobe os outros, por estes ainda não terem aquirido o aprendizado pessoal e instransmissível, necessário a que criem o "músculo" para poderem suportar a informação que você assimilou através da experiência que também é pessoal e instransmissível.


RESUMINDO, 
Pare então de armar-se em deus de outros (amigos, colegas, filhos, famíliares) e permita que Deus seja Deus deles. Ou seja, deixe que as criaturas (seus semelhantes - filhos, pais, amigos, cônjuges) sejam criadas e despertas por Ele O Pai dos Espíritos através das circunstâncias que a vida lhes apresenta, pois na realidade sua própria verdade (adquirida, alcançada ou atingida por si - sua experiência pessoal) por mais Universal que até possa ser, para quem não ainda não a conheceu e ainda não a experimentou, é considerada justamente como sendo nada mais que que uma mentira. Por tal é que quanto mais você a força, a impõe mais ela (a verdade) se torna individualmente sua e menos de quem ela realmente é (de Deus), e logo menos passível a verdade é de ser aceite como a verdade que é de todos pois Ele (Jesus) a todos a deu essa a Luz verdadeira que Ele mesmo É e que ilumina a todo o Homem e Mulher que vem ao mundo (João, capítulo 1 verso 9)!

Por Hélder Inocêncio

quinta-feira, 3 de julho de 2014

JESUS & IGREJA - REFORMA SOMENTE NÃO BASTA!

 
 
Jesus não veio trazer nenhum modelo cultural, e nem fundou uma cultura cristã. Aí o ocidente criou o cristianismo como cultura.

Jesus não estabeleceu uma dogmática cristã rígida. Aí surgiu a igreja, que não estava em seus planos, e ordenou seus ensinos articulando um corpo dogmático inflexível.

Diante de uma religião com padrões morais valorados acima da vida. Jesus pregou uma moral com coração. Surgiu a igreja e convidou sua comunidade a um retorno ao velho e ultrapassado paradigma.

Jesus veio criar um modelo de convivência tomado por uma atmosfera de amor, paz, reconciliação e reciprocidade antevendo o bem comum. Aí surgiu a igreja que procurou meio de obstacular o acesso a essa realidade proposta por ele.

Jesus veio para aposentar o Deus-lei e revelar o Deus-Pai que indiscriminadamente chamava a todos os homens a terem participação no Reino. Surgiu a igreja e assumiu o monopólio de distribuição de ingressos a esse Reino.

Frequentemente confundem igreja com Cristo, teologia feita por homens com a mensagem de Cristo, moral de leis e mandamentos com o querígma. Mas seria importante distinguir a mensagem de Jesus com as ideologias de um grupo feita através da figura de Jesus.

A igreja, para estar conectada ao que originalmente planejou Jesus, deve romper com o atual status quo, abrir mão desse conceito pragmático patente aos olhos de quem quer ver, e promover a necessária revolução em seu sistema como um todo.

Reforma somente não basta.
 
Por Donizete Ap. Vieira

quarta-feira, 18 de junho de 2014

EVANGELHO É PARTILHA 

    

Por algum tempo tentei responder essa pergunta (O que é Evangelho) teologicamente, segui o caminho que muitos trilharam e trilham que é o de conceituar esse termo. O fato é que sempre estamos afirmando que evangelho é isso ou é aquilo, não é isso ou não é aquilo.
Daí, não deixando de respondê-la teologicamente e no decorrer da minha caminhada de fé entre pessoas adotei um conceito que aparece no decorrer das escrituras que é: Evangelho é antes de tudo PARTILHA.

A partilha está presente nas doutrinas cristãs como a trindade, Deus em “partes” ou se “partindo”, na encarnação que é Deus se fazendo homem para partilhar a vida entre os humanos, na ceia que é a partilha do pão e do vinho, ou seja, comunhão e partilha entre pessoas e alimentos, morte e ressurreição, um se dá por todos afim de que todos sejam um, enfim, a partilha é um chamado radical para nós humanos que somos ou fomos tão acostumados a não partilhar, nem a vida nem os bens.

Quando Jesus universaliza o conceito de família afirmando que todo aquele que faz a vontade de seu pai é seu irmão e nos ensina que nessa vida ainda ganharíamos muitos irmãos, pais e mães entendo que desejava que partilhássemos do que já vivemos em uma família nuclear para uma fraternidade universal, onde nos trataríamos com respeito, cuidado e amor.

A parábola do Samaritano também nos ensina sobre a partilha de alguém que não tinha laços sanguíneos, religiosos ou sociais, mas que ao ver seu semelhante em estado deplorável partilhou seu tempo, seu esforço, sua vida e seus bens a fim de restabelecer aquele ser ao seu estado normal de saúde.

Nos milagres das multiplicações, a partilha é algo bem presente, ou seja, o desejo de que outros provem do que é meu ou nosso. É esse desejo, que é bem expressado e vivido por Jesus enquanto caminhava que seus seguidores precisam expressar.

Quando te vimos assim Senhor, perguntaram alguns perplexos, quando Jesus disse que estava naqueles que viviam com fome, sede, nus e presos. Não foi a ti que fizemos, fizemos o que tínhamos vontade de fazer, partilhamos o que tínhamos: comida, água, vestimentas e tempo para visitá-los. Pois bem, disse Jesus, toda vez que fizeram por esses fizeram a mim.

De Jesus saía até poder para curar sem intenção, pois quem vive uma vida de partilha sempre tem algo a dar. Quem está perto de quem partilha sempre é abençoado.

Vida partilhada, vida dividida, vida dada, vida que dá a vez ao outro.

O Deus revelado em Jesus é um Deus partilhado, dividido, que une partes diferentes para comunhão de um todo no amor.

O que é contrário à partilha? O todo, o completo, o acabado, o pronto, o terminado! Pois quem partilha é em partes ou é parte de um todo. O que está em parte se completa juntando-se com outras partes. Daí a riqueza da trindade, as partes formam um, mas cada parte tem seu papel na formação do todo, mesmo que em cada parte esteja contido o todo.

Fazer discípulos não é fazer de alguém um repetidor de afirmações doutrinárias e dogmáticas sobre Deus, Jesus, Igreja e todo o restante dos castelos teológicos criados no decorrer dos séculos. Discípulo de Jesus, assim como ele, precisar partilhar a vida com outros no caminho.

Quem quer vir?

Airton Junior

domingo, 27 de abril de 2014

AINDA SABEMOS QUAL É NOSSA MISSÃO?


Estamos perfeitamente acostumados com a grande comissão. A orientação de Jesus registrada no último capítulo do evangelho de Mateus nos é tão familiar, que se tornou padrão e fundamento para a missão da igreja.

O curioso é que, segundo a evidência apresentada pelo Novo Testamento, a grande comissão não foi a motivação principal da missão na igreja do primeiro século. A difusão do evangelho nos primeiros anos do cristianismo não foi resultado de uma obediência a uma nova “lei” imposta por Cristo, mas o resultado natural da nova vida comunicada e inspirada pelo Espírito. A obrigação de pregar o evangelho não depende da letra, mas do Espírito de Cristo; não do que ele ordena, mas sim do que ele é, e o Espírito de Cristo é o Espírito do amor, da compaixão e do anelo de Deus por aqueles que estão afastados dele. Isso moveu a igreja. Isso deveria nos mover hoje.

Mas nós somos a geração que cresceu ligada aos edifícios, eventos, departamentos e uma ampla variedade de bens e serviços projetados para atrair e entreter as pessoas. Jesus nos disse para ir por todo o mundo como embaixadores, mas as igrejas hoje têm mudado a ordem “ir e ser”  para o convite “vir e ver”.

A igreja não existe para satisfazer às demandas de crentes consumidores; ela existe para equipar e mobilizar homens e mulheres para a missão de Deus no mundo. O propósito fundamental de uma igreja não é chegar a ser grande numericamente, ou rica materialmente, ou politicamente poderosa. Essas coisas podem acontecer, mas seu maior propósito é encarnar os valores do reino de Deus e testificar do amor e da justiça revelados em Jesus Cristo, em função da transformação da vida humana em todas as suas dimensões, tanto em âmbito pessoal como em âmbito comunitário.

Ainda vivemos a dicotomia entre missionários, chamados por Deus a servi-lo, e cristãos comuns, que desfrutam dos benefícios da salvação, mas estão fora da obra que Deus quer fazer no mundo. Reduzimos a missão a um esforço missionário transcultural. A missão pode ou não envolver o cruzamento de fronteiras geográficas; porém, em qualquer caso, envolve primordialmente o cruzamento da fronteira entre o que é fé e o que não é, e isso, pode ser no coração da África, na rua onde moro ou no centro comercial onde trabalho.

A grande comissão não é um “mandato evangelístico” que fundamenta a ideia de que a preocupação central da igreja deve ser a conversão de indivíduos e o estabelecimento de igrejas.
É, mais do que isso, um chamado que o Senhor ressurreto faz à igreja para que ela se dedique a formar homens e mulheres que reconheçam seu senhorio universal, se integrem ao povo de

Deus e executem o mandato de Jesus, que inclui todos os aspectos da vida humana.
É, em outras palavras, um chamado à missão integral, uma convocação para participar na formação de cidadãos do reino de Deus dispostos a obedecer a ele em tudo.

Em nossas igrejas temos mais equipado ou entretido os crentes?
Estimulamos nossos irmãos a viverem em missão por onde andam ou a possuíram apenas frequência em nossos cultos?


por Roberto de Assis